História de Durandé

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A história de Durandé começou a ser construída em meio às montanhas, aos rios e às terras férteis da Zona da Mata mineira. De acordo com os registros históricos do município, em meados do século XIX, um francês conhecido como Durand chegou à região seguindo os caminhos do Rio José Pedro. Ele se estabeleceu próximo a um córrego, onde teria construído algumas casas e iniciado uma ocupação que, com o passar do tempo, daria origem a uma nova comunidade. O córrego passou a ser associado ao nome daquele primeiro morador, enquanto a população local adaptou a pronúncia estrangeira à língua portuguesa. Assim, o nome Durand passou a ser pronunciado como Durandé, denominação que se consolidou e atravessou gerações. Com o passar dos anos, novas famílias chegaram e se estabeleceram nas proximidades das cabeceiras do ribeirão. O pequeno núcleo de moradores começou a crescer, impulsionado principalmente pelo trabalho no campo, pela abertura de caminhos e pelo desenvolvimento das atividades agrícolas. A comunidade foi ganhando casas, estabelecimentos comerciais e espaços de convivência, tornando-se cada vez mais importante para os habitantes das áreas rurais próximas. Naquele período, a região fazia parte do município de Manhumirim e estava ligada ao distrito de Dores do Rio José Pedro. O crescimento do povoado de Durandé, entretanto, fez com que ele se tornasse o principal centro da localidade, provocando posteriormente a transferência da sede distrital para o novo núcleo urbano. A vida econômica de Durandé sempre esteve profundamente ligada ao meio rural. As condições naturais da região favoreceram o cultivo do café, a criação de gado e a produção de leite, atividades que se tornaram fundamentais para o sustento de inúmeras famílias. O trabalho dos produtores rurais ajudou a movimentar o comércio, fortalecer as comunidades e formar a identidade econômica e cultural do município. Essa ligação com a agricultura e a pecuária permanece presente na história durandeense e é representada pela tradicional Festa do Café com Leite, conhecida como FECALD. Realizada ao longo dos anos como um dos principais acontecimentos da cidade, a festa celebra a produção rural, a cultura, a música e os costumes da população. Depois de décadas pertencendo administrativamente a Manhumirim, Durandé conquistou sua emancipação por meio da Lei Estadual nº 10.704, sancionada em 27 de abril de 1992. A criação do município representou uma importante conquista para seus moradores, que passaram a contar com administração própria e maior autonomia para buscar investimentos, organizar os serviços públicos e planejar o desenvolvimento local. A emancipação marcou o início de uma nova etapa, mas não apagou as raízes construídas pelas famílias que participaram da formação do antigo povoado e do distrito. Desde então, Durandé continua escrevendo sua história por meio do trabalho de sua população, da força das comunidades rurais, das manifestações religiosas, das festas tradicionais e da preservação dos costumes transmitidos entre as gerações. A Igreja Matriz, as paisagens, as propriedades rurais e os encontros comunitários representam parte importante da memória e da identidade local. Mais do que um nome no mapa de Minas Gerais, Durandé é resultado da união de pessoas que transformaram um pequeno povoado em um município com identidade própria. Conhecidos como durandeenses, os moradores preservam uma história marcada pela simplicidade, pela dedicação ao trabalho e pela forte ligação com a terra. Do antigo córrego onde Durand teria se estabelecido até a conquista da emancipação política, cada etapa ajudou a formar o município existente hoje. Conhecer a história de Durandé é reconhecer a contribuição daqueles que abriram caminhos, cultivaram as primeiras lavouras, criaram suas famílias e acreditaram no desenvolvimento da comunidade. É também valorizar o presente e manter viva a memória de um povo que continua construindo, todos os dias, o futuro de sua cidade.